Robinson diz que pacote de ajustes é “dever de casa” para que RN peça empréstimo

JBelmont

11Jan2018

Por Belmont às 13h33

Governador justificou a criação do pacote de medidas lembrando que o Estado tem uma das piores previdências do Brasil, assim como uma receita que não suporta as despesas que acolhe

O governador Robinson Faria (PSD) está na expectativa de ter seu pacote de propostas – criado para enxugar despesas estatais -, aprovado pelos parlamentares da Assembleia Legislativa. Em entrevista ao Jornal Agora RN, Robinson afirmou que o coletivo de medidas visa a salvar o Rio Grande do Norte, transformando-se em um “dever de casa” para que o Estado esteja apto a pleitear empréstimos e investimentos em Brasília.

“As medidas são necessárias para que o Estado encontre seu equilíbrio financeiro e a solução para resolver a parte mais grave, que é o calendário do pagamento dos servidores. Este é nosso dever de casa. Não podemos ir à Brasília pleitear empréstimos, seja para custeio ou investimentos, sem fazer o nosso dever de casa”, frisou Robinson.

O governador justificou a criação do pacote de medidas lembrando que o Estado tem uma das piores previdências do Brasil, assim como uma receita que não suporta as despesas que acolhe. “O pacote foi discutido com o Governo Federal, com o Ministério Fazenda, com o Tesouro Nacional, e foi apresentado à bancada federal e aos poderes – e todos apoiaram”.

“Eleição não é mais importante do que salvar o estado”

As propostas foram apresentadas aos deputados estaduais na última terça-feira 9. Robinson considerou natural a discordância dos parlamentares da bancada de oposição, mas destacou que o momento não é de políticas partidárias, e sim de se unir em prol do resgate do Rio Grande do Norte.

“Alguns deputados de oposição fizeram questionamentos, é natural, mas neste momento não há oposição, nem situação, há o Rio Grande do Norte, que está acima de qualquer política partidária. O partido maior agora se chama Rio Grande do Norte, e eu prego a união e integração das forças políticas em prol da salvação do estado”, disse.

Questionado sobre o que levou o Rio Grande do Norte à grave situação atual, o governador apontou erros de governos passados, a crise financeira que assolou todo o Brasil e a crise hídrica no estado potiguar.

“Foram erros do passado, mas não vamos atrás de culpados, temos que olhar para o futuro. Já pegamos o Estado com as finanças arruinadas, foi um governo de crise; da pior crise econômica do país e da pior crise hídrica da história do Rio Grande do Norte. Além disso, a Petrobras, que era fonte forte de receitas encerrou suas atividades por aqui, ao mesmo tempo em que a crise política, que resultou no impeachment de Dilma Rousseff, agravou a economia do país, acarretando em uma frustração de receitas de repasses do Fundos de Participação dos Estados (FPE)”.

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