Dez dias em Abadiânia, a cidade que vive em torno de João de Deus

JBelmont

09Dez2018

Por Berlene às 08h38

 

Médium movimenta legiões de turistas e uma indústria de remédios e terapias “aprovadas por entidades espirituais”
Helena Borges, de Abadiânia

O médium João de Deus, fazendo cirurgias sem corte: ele incorpora mais de trinta entidades, na cidade de Abadiânia Goiás Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo
O médium João de Deus, fazendo cirurgias sem corte: ele incorpora mais de trinta entidades, na cidade de Abadiânia Goiás Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

João Teixeira de Farias, o médium João de Deus, é acusado de abuso sexual por 12 pessoas. Por três meses, conversei com seis delas. Seus relatos foram publicados na íntegra, hoje, no site do jornal O GLOBO. Antes mesmo do escândalo sexual, a Casa de Dom Inácio de Loyola - hospital espiritual onde o médium recebe cerca de dois mil pacientes por semana - já causava polêmica em Abadiânia, Goiás. Estive na cidade por duas semanas, em julho, para escrever sobre como era a vida naquele curioso canto do Brasil para onde multidões de estrangeiros se dirigiam em busca da "cura". As denúncias começaram a chegar em setembro, mudando completamente o curso do trabalho.

A pequena Abadiânia, a 120 quilômetros de Brasília, é uma cidade em que histórias de recuperações milagrosas são tão comuns quanto intrigas envolvendo seu morador mais famoso. A BR-060, que cruza a Serra do Ouro, é a marca fronteiriça da rixa que divide seus 20 mil habitantes. No centro da polêmica, uma casa ecumênica fundada em 1976, que atrai cerca de 2.000 turistas por semana, a maioria deles doentes em busca de suposto tratamento espiritual milagroso feito pelas mãos do médium João de Deus. Os mais de 60 mil estrangeiros que viajam até o Brasil exclusivamente para tratamento espiritual o chamam de “John of God”.

João Teixeira de Farias, de 76 anos, nasceu no vilarejo de Cachoeira da Fumaça, no interior de Goiás. Desde os 9 anos, afirma relacionar-se com espíritos. Começou a trabalhar no auxílio à saúde de pessoas próximas com 16. É o mais novo de seis filhos de um casal pobre pai alfaiate e mãe dona de casa. Frequentou a escola apenas até o equivalente ao segundo ano do ensino fundamental. Abandonou os estudos para trabalhar e ajudar no sustento da família. Diz não saber ler nem escrever. Trabalhou como alfaiate, minerador e ceramista. Vive em Anápolis, a 40 quilômetros de Abadiânia, onde fundou a Casa Dom Inácio de Loyola há 42 anos.


É um personagem mundialmente conhecido, acumulando atendimentos a presidentes, artistas e grandes empresários. Cerca de 9 milhões de pessoas, segundo sua própria contabilidade, já se deslocaram até o interior de Goiás para se submeter a suas cirurgias espirituais.

João de Deus tem 11 filhos — cada um com uma mulher diferente. Alguns deles são evangélicos, sem seguir a espiritualidade atribuída ao pai. Rejeita o rótulo de santo ou de ser um homem especial. Afirma ser homem com defeitos e limitações, capaz de errar e sofrer como qualquer outro ser humano. Já foi acusado de sedução de menor, atentado ao pudor, contrabando de minério e até por assassinato. Em nenhum dos casos o médium foi julgado culpado. Agora, doze mulheres o acusam de abuso sexual, uma delas afirma que houve penetração quando foi molestada.


Desde que se mudou para Abadiânia, o médium mudou o panorama da cidade. A falta de estrutura hospitalar formal gera uma situação conflituosa. Sua personalidade mais famosa atrai um intenso fluxo de turistas doentes. Como a elaboração de políticas públicas de saúde levam em consideração o número de habitantes fixos, sem considerar a “população flutuante”, a crise de oferta e demanda é contínua. Um levantamento feito pela prefeitura mostra que os plantões de emergência da cidade — de atendimentos noturnos e fins de semana — receberam 5 mil pessoas nos últimos cinco meses, das quais apenas um terço mora na cidade.

Nos entornos da Casa de Dom Inácio de Loyola, onde João de Deus faz seus atendimentos, um mar de pessoas vestidas de branco toma as ruas de terra. Muitas falam línguas estrangeiras, o que gera uma curiosa concentração de atendentes de bares poliglotas no interior de Goiás. Abadiânia tornou-se mundialmente famosa em 2010, quando a apresentadora americana Oprah Winfrey visitou “John of God”. Hoje, 80% dos frequentadores são estrangeiros, motivo pelo qual os moradores do lado oposto da cidade chamarem aquela região de “Abadyork”. Há também quem diga que “do lado de lá da estrada nem é Brasil, são os Estados Unidos”.

Por ali os estrangeiros são donos de empreendimentos e de lotes de terra. Desse lado “americano” da cidade, o valor de um lote vai variar de acordo com a língua que você fala. Liguei para os números informados nas placas de “Vende-se” encontradas em diversos espaços dessa parte da cidade (todas sempre escritas em inglês). Perguntei, em português, quanto custavam. Em um dos casos, fui informada que o terreno já havia sido vendido. Pedi a uma estrangeira para ligar para alguns desses números e os valores cobrados chegaram a US$ 2 milhões.

Ao sul da estrada, do lado mais povoado e brasileiro, Abadiânia é uma cidade comum do interior. A rua principal leva até a praça onde se encontra a igreja católica que carrega o nome dos santos padroeiros São Pedro e São Paulo. Do outro lado da praça se encontra a prefeitura e uma escola pública. Senhores de pele bronzeada andam de bicicleta até as inúmeras igrejas evangélicas que estão em praticamente todas as quadras, senhoras com as cabeças cobertas por véus frequentam a tradicional missa de domingo, crianças correm pelas ruas empinando pipas.

Os 40 funcionários e 20 voluntários que atendem na Casa de Dom Inácio, chamados de “filhos da casa”, dizem servir a chefias deste e de outro mundo: "Seu João", como o chamam, e as entidades que ele diz se comunicar por meio da mediunidade. São mais de 30 espíritos que atuariam na casa, apesar de João de Deus formalmente identificar-se como católico. Durante uma sessão de atendimento espiritual, explicou que o médium é apenas uma ferramenta. O trabalho é feito pelo plano espiritual, seja por suas mãos, seja de forma invisível. A simples presença de uma pessoa na casa, ou até mesmo de sua foto, já é suficiente para que as entidades façam seu trabalho. Um dos espíritos que João afirma receber é o que dá nome à casa: Santo Inácio, católico fundador do movimento jesuíta. Outras entidades da Casa são de espíritos que se identificam como Rei Salomão, São João Batista e Oswaldo Cruz. Durante os atendimentos, há sempre um "filho da Casa" ao microfone, cantando, dando relatos de vida ou explicando como funciona o tratamento.

A guia Amy Biank era uma dessas "filhas da Casa" e relatou ao programa "Conversa com Bial" ter sido ameaçada de morte pelo próprio João de Deus quando testemunhou um de seus abusos: Ela contou ter flagrado uma mulher ajoelhada, gritando por socorro, enquanto o médium a forçava a fazer sexo oral; também afirma que uma funcionária da Casa contou ter limpado sêmen da boca de uma criança.


Ao longo da manhã, o mar de pessoas vestidas de branco dos pés à cabeça é dividido em três filas. Os visitantes, que lotam a área de espera no pátio da Casa, devem se colocar em oração silenciosa enquanto são separados entre aqueles que estão ali pela primeira vez, os que voltam para uma revisão ao fim de um tratamento e os que querem começar um novo tratamento.

Durante as sessões, que levam em torno de quatro horas cada uma, instruções são repetidas nos microfones e depois traduzidas para o inglês, francês e alemão, mas a pregação e as preces são majoritariamente recitadas em português.

O médium João de Deus recebe pessoas em sua casa Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo
O médium João de Deus recebe pessoas em sua casa Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo
O complexo hospitalar é composto por construções simples, pintadas de branco e azul, cobertas por uma fina camada de terra avermelhada que vem das ruas ao redor. Naquela região, a única via devidamente asfaltada é a Rua Quatro, que liga a Casa à rodovia federal. O asfalto acaba logo após o portão do centro espiritualista. Passando pela entrada, há um conjunto de construções à esquerda onde se encontram o laboratório e a lanchonete. À direita ficam os espaços de atendimento.

Quem entra na Casa deve dirigir-se à direita, para o pátio coberto, em frente ao qual há uma varanda que dá acesso ao cômodo onde os atendimentos são feitos. Entre os dois ambientes cabem aproximadamente 1.000 pessoas sentadas — os assentos não são suficientes para todos. Ao lado, há um grande jardim ornamentado com cristais, onde os visitantes buscam um lugar ao sol nos bancos de madeira incrustados com placas de metal em formato de coração e gravadas com agradecimentos em inglês.

Ali também há uma pequena casa que abriga um escritório para o médium descansar entre os trabalhos, além de uma sala onde são recolhidos itens entregues em agradecimento por supostas curas alcançadas; em uma estante são empilhadas muletas, coletes ortopédicos, bengalas e próteses. Ao lado, há um segundo cômodo com porta de vidro e paredes cobertas por fotos de João de Deus com celebridades, retratos de santos e certificados de honra entregues por organizações religiosas, políticas e militares. Nos demais espaços, é possível ver pinturas de Jesus e de santos católicos, além de escrituras budistas e um desconcertante quadro em que uma figura, aparentemente feminina, está com o rosto coberto por um véu, uma bata longa branca e flores nas mãos.

Uma televisão repete à exaustão as “cirurgias visíveis”. Na primeira filmagem, João passa uma faca de cozinha no globo ocular de uma mulher; na segunda enfia uma tesoura com algodão no nariz de um senhor e gira; na terceira faz um corte na barriga de uma jovem e aperta. Esse tipo de procedimento só é feito a pedido do fiel. Após uma intervenção, visível ou não, é necessário repouso absoluto por 24 horas. Em torno da área de espera encontra-se também a livraria, que vende lembranças variadas, pedras semipreciosas e os curiosos terços que apresentam um triângulo no lugar do crucifixo.


O triângulo é um símbolo da Casa. As três arestas simbolizam os três pilares que a Casa diz seguir: fé, amor e caridade. Na varanda em frente ao cômodo onde são feitos os atendimentos, há um altar com um triângulo de madeira na parede, com aproximadamente 1 metro de altura, no qual fiéis encostam a testa ou colocam fotos, exames médicos e cartas.

Passando por uma pequena porta azul que leva à sala em formato de U onde são feitos os trabalhos, outro triângulo, esse translúcido, está pregado na parede acima da cadeira em que João de Deus se encontra.Após duas horas de espera, finalmente entrei no espaço climatizado e de luminosidade reduzida, onde aproximadamente 300 pessoas estão sentadas de olhos fechados, muitas usando vendas, em corrente de oração silenciosa.

A sala a qual as vítimas se referem como o espaço onde João cometeu os abusos - todas elas descrevem o mesmo lugar - dá acesso a esse espaço. Apesar de me levarem em uma tour pela casa, inclusive pelos laboratórios, nas duas semanas em que estive em Abadiânia essa sala específica mencionada pelas vítimas não me foi apresentada. Da mesma forma, não tive acesso ao espaço onde os pacientes repousam após as cirurgias físicas.

Dentro do grande salão em formato de U onde João faz os atendimentos públicos, um rádio alterna hinos católicos com canções sobre a Casa tocadas em moda de viola e, não raro, algumas músicas de Roberto Carlos. No corredor de entrada, portas à direita levam à enfermaria onde os operados repousam. Após a última porta, o cômodo faz a primeira curva à esquerda e se alarga. A fila de pacientes serpenteia, então, entre dois grupos de bancos largos, como os de uma igreja, que mais à frente dão lugar a cadeiras unitárias viradas para quem passa. À frente se encontra João sentado em uma cadeira sobre um pequeno degrau, com um altar cheio de cristais de aproximadamente 1 metro de altura à direita e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que quase toca o teto.


À esquerda do médium, um grande cesto de vime forrado com um pano branco guarda as fotos de amigos e familiares levadas por fiéis. Sobre uma pequena mesa repousam uma bandeira prateada com água e algodão (para o caso de as entidades precisarem fazer uma cirurgia visível ali mesmo), um copo de chá de frutas vermelhas e uma garrafa de azeite de oliva, que João passa nas mãos.

Meus dois primeiros encontros foram breves. Isso acontece com muitos dos que vão à casa em busca de tratamento: a pessoa passa horas na fila, chega em frente ao médium e algumas vezes nem sequer troca palavras com ele. Apenas recebe uma receita que deve ser entregue na farmácia. Os funcionários da Casa explicam, no microfone, que o trabalho dos espíritos já começa quando a pessoa entra na fila. Por isso, é preciso manter concentração e silêncio o tempo inteiro.

Em minha primeira sessão, disse a ele que eu era jornalista, mas não contei que estava ali para escrever sobre ele. "Eu te conheço", me disse João, antes mesmo de eu me apresentar. Me entregou uma receita e pediu que voltasse quando terminasse o tratamento. Ninguém soube me informar qual era a entidade que ele estava incorporando naquele momento. Meses depois, ouvi de algumas das vítimas relatos similares desse primeiro contato. "Nos conhecemos de outras vidas", disse ele a uma delas. "Te vi em sonhos", disse a outra.

Na terceira e última sessão da qual participei, agora acompanhada de sua assessora de imprensa e contando que estava escrevendo uma matéria sobre a cidade e sobre a Casa, consegui conversar um pouco mais com João de Deus. Em minha frente, na fila, uma senhora com várias fotos começou a ser atendida. Sentado em uma cadeira, ele a pegou pela mão e a deslocou levemente para a esquerda, de modo que mantinha o diálogo com a mulher, mas seus olhos permaneciam fixos nos meus. Diferentemente dos dois atendimentos anteriores, quando sua voz estava rouca e baixa, dessa vez a voz que saía da boca de João soava alta e clara.

Perguntou em alto tom onde a mulher trabalhava, ela respondeu ser funcionária da Fundação Oswaldo Cruz. Perguntou então o que ela — “uma profissional de saúde”, ele ressaltou — achava dos trabalhos daquela Casa, tudo isso sem desviar o olhar de mim. “Aqui se faz mais do que os médicos da Terra conseguem”, respondeu a fiel. Ele falou com ela sobre a política interna da Fundação, abençoou-a, entregou uma pilha de receitas e a dispensou. Nas duas sessões que presenciei anteriormente, nunca tinha visto o médium falar por tanto tempo com um paciente. Chegara minha vez. Foi ele quem começou a conversa, puxando-me pela mão.


"A filha andou bastante pela cidade?"

"Andei."

"Viu, então, que a cidade é repartida."

Depois de falar que há quem goste e quem não goste do médium e de seu trabalho, lembrou que nem Jesus agradou a todos. Na Casa, as imagens de Dom Inácio estão sempre com lágrimas caindo pelo rosto. Perguntei o motivo. “As pessoas não vêm aqui para fazer perguntas”, foi a resposta imediata.Depois de certa insistência, ele respondeu que essas lágrimas seriam de devoção e estariam destinadas “ao coração de Jesus”. Chamou, então, uma senhora posicionada a sua esquerda, que abriu a camisa de botão para me mostrar a cicatriz em seu seio direito. Ela disse que, depois de curada, teve três filhos, todos afilhados de João.

Durante a tarde, acompanhada pelo fotógrafo, sentei em um dos bancos próximos de João de Deus por cerca de uma hora, em silêncio. Ordens das entidades. Sentar na corrente também é considerado um tratamento. O objetivo da meditação é a troca energética com os demais presentes e com os protetores da Casa. “Enquanto vocês estão aqui, estão sendo curados”, dizem os auxiliares.

João de Deus, quando não está incorporado, dá respostas vagas e escorregadias em tom de voz doce e baixo. Após a sessão, conseguimos alguns minutos de entrevista. Depois de conversar com pessoas próximas e ouvir que ele sai cansado e confuso das sessões, quando não irritado, perguntei a ele como se sentia ao fim dos trabalhos. “Em paz”, respondeu. Insisti, questionando se ele não se cansa de curar pessoas, se não lhe demanda muita energia. “Eu estou sempre em paz”, também insistiu.


A conversa aconteceu na presença de sua assessora de imprensa e outras duas filhas da Casa. Ele confirmou não se recordar de nada do que se passa durante as sessões. Disse que “quem cura é Deus” e me entregou a digitalização de uma carta de próprio punho assinada por Chico Xavier em 1993. Acima de uma foto em que os dois médiuns estão apertando mãos, as letras cursivas declaram: “Prezado João, caro amigo, Abadiânia é o abençoado recinto de sua iluminada missão e de sua paz”.


Pessoas fazem fila na casa de João de Deus, em Abadiânia, Goiás Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo
Pessoas fazem fila na casa de João de Deus, em Abadiânia, Goiás Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo
Uma parte importante do tratamento oferecido na Casa de Dom Inácio são as pílulas de passiflora. Vendidas em frascos de 50 unidades, devem ser tomadas todos os dias pela manhã e pela tarde, de forma que cobram-se R$ 100 pelos dois frascos necessários para os 50 dias de tratamento. Na farmácia da Casa também são vendidos remédios que seriam indicados para emagrecimento, xarope e uma pomada para cicatrização. Tudo vem de um laboratório posicionado nos fundos do complexo hospitalar, fora da casa onde circulam os pacientes. Ali, uma moça de salto alto e longos cabelos lisos e pretos veste um uniforme branco diferente: jaleco, touca e um protetor que cobre nariz e boca. A farmacêutica Ângela Queiroz, de 33 anos, é uma das coordenadoras da produção dos remédios.


Há quatro anos frequenta o hospital espiritual como fiel e funcionária, recebendo o piso do mercado. Em seu laboratório, os remédios já chegam praticamente prontos. A passiflora é um extrato de maracujá em pó produzido pela empresa Florien Fitoativos, de Piracicaba, São Paulo. Na Casa, ele é encapsulado e embalado, para depois ser energizado pelas entidades protetoras da casa, conforme afirmam os auxiliares de João de Deus.

Durante todo o tempo das sessões, é repetido aos frequentadores que o importante é a energização e que, por isso, a passiflora vendida ali é diferente da encontrada em farmácias comuns — nas quais o preço chega a ser metade do cobrado na Casa. Também é explicado que, como cada frasco seria energizado especificamente de acordo com a receita apresentada, duas pessoas não podem tomar o remédio do mesmo frasco. Deve-se tomar cuidado para não confundir os frascos caso alguém retire remédios para mais de uma pessoa, alertam.

Um levantamento das empresas em nome de João Teixeira de Farias mostra quatro CNPJs, todos eles ligados à Casa de Dom Inácio, um dos quais é voltado apenas para a farmácia.

Edna Gomes é a assessora de imprensa da Casa. Loura, de cabelos curtos e olhos esverdeados, ela chega em meu oitavo dia de viagem usando salto alto e um terno branco justo bem alinhado. Pergunto como consegue se equilibrar no salto nas ruas esburacadas de Abadiânia. “Eu era modelo. Na Casa, desci do salto e coloquei o pé no chão... figurativamente. Me sinto mais confortável de salto do que em qualquer outro sapato”, explica, rindo. Ela também é responsável pela divulgação do documentário "O silêncio é uma prece", que o cineasta carioca Candé Salles fez sobre João de Deus. Entramos juntas na fila de atendimento — preciso ter autorização das entidades para seguir os trabalhos e tirar fotos na casa.


Depois da bênção do plano espiritual, ela me leva para conhecer os outros tratamentos da casa.

Primeiro, o banho de cristal. No centro de um quarto branco, com apenas uma pequena foto de Chico Xavier na parede, há uma cama acoplada a uma estrutura metálica de onde saem sete cristais de quartzo, que devem ser ajustados para irradiar luzes coloridas na direção de cada um dos chacras do paciente. O tratamento-padrão dura 20 minutos, mas Edna me diz que as entidades da Casa pediram que eu fizesse por 40 minutos. Depois disso, vou para a cachoeira. Um caminho de madeira leva à pequena cascata, que tem pouco menos de 2 metros de altura. Brasileiros entram sozinhos, estrangeiros chegam em grupos acompanhados de guias.


Dois meses após a minha partida, voltei a falar com Edna para avisar que as primeiras denúncias de abuso sexual haviam chegado. Queríamos ouvir o outro lado. É ela quem assina o e-mail de resposta da Casa, em nome de João, chamando as denúncias de "fantasiosas" e "falsas"."Se houver por parte do jornalismo uma irresponsabilidade, ela estará denegrindo a imagem de quem realmente é a vitima em notícias trazidas por palavras de pessoas vazias e sem credibilidade", escreveu para mim, em tom bem diferente do anterior.

Do lado de fora do hospital espiritual, as casas de massagem são destino dos pacientes que, após a consulta espiritual, recebem um cartão de visitas do profissional específico que deverá atendê-lo. Uma massagem dura de 40 minutos a uma hora e custa R$100. As fisioterapeutas Bruna Trajano e Rozeline Oliveira, as duas com 29 anos, contam que começaram atendendo em um espaço perto da estrada. Mudaram-se para um ponto mais próximo da Casa a pedido do plano espiritual — ou seja, de João, durante uma sessão —, é assim com todos que possuem comércio e serviços naquela área. Como ali as energias seriam mais positivas e intensas, explicam, os terrenos mais próximos ao templo são os mais disputados — e os mais caros. Elas evitam mencionar o valor numérico dessa dificuldade em arrumar um espaço nas quadras vizinhas à Casa.

As duas sócias se conheceram na faculdade de fisioterapia, em Anápolis, em 2009. Trajano é evangélica e tem permissão de seu pastor para fazer os atendimentos ligados à casa. Oliveira é católica e canta louvores enquanto massageia os clientes: “Já aconteceu de eu só encostar em uma senhora e ela começar a chorar, então eu senti uma vontade inexplicável de cantar. Também já ouvi relatos de clientesque conseguem ver espíritos e que dizem ter visto anjos nos acompanhando. Independente da religião, é uma oportunidade de ajudar o outro espiritualmente”.

ELEIÇÃO 2016 EM MOSSORÓ

JBelmont

22Out2016

Por Berlene às 18h36

RESULTADO DAS ELEIÇÕESVereadores de Mossoró - RN

APURAÇÃO
100%
 

Candidatos / Vereadores Eleitos de Mossoró

Vagas para Vereador: 21
Ze Peixeiro 36666
ELEITO
2.08%
2,802 VOTOS
 
Izabel Montenegro 15456
ELEITO
1.83%
2,465 VOTOS
 
Tony Cabelos 55444
ELEITO
1.76%
2,375 VOTOS
 
Alex Moacir 15155
ELEITO
1.70%
2,291 VOTOS
 
Ricardo de Dodoca 90000
ELEITO
1.61%
2,171 VOTOS
 
Sandra Rosado 40120
ELEITO
1.58%
2,129 VOTOS
 
Genilson Alves 33222
ELEITO
1.56%
2,104 VOTOS
 
Maria das Malhas 55700
ELEITO
1.51%
2,041 VOTOS
 
Professor Francisco Carlos 11111
ELEITO
1.51%
2,041 VOTOS
 
10°
Alex do Frango 35555
ELEITO
1.51%
2,040 VOTOS
 
11°
Flavinho 54013
ELEITO
1.51%
2,032 VOTOS
 
12°
João Gentil 43333
ELEITO
1.48%
1,991 VOTOS
 
13°
Emílio de Dr.Ferreira 55111
ELEITO
1.44%
1,947 VOTOS
 
14°
Manoel Bezerra 28615
ELEITO
1.43%
1,925 VOTOS
 
15°
Isolda Dantas 13123
ELEITO
1.38%
1,861 VOTOS
 
16°
Petras 25800
ELEITO
1.18%
1,585 VOTOS
 
17°
Ozaniel Mesquita 22333
ELEITO
1.17%
1,574 VOTOS
 
18°
Raerio Cabeção 10111
ELEITO
1.06%
1,431 VOTOS
 
19°
Rondinelli Carlos 33111
ELEITO
1.03%
1,385 VOTOS
 
20°
Didi de Arnor 10210
ELEITO
0.76%
1,021 VOTOS
 
21°
Aline Couto 31700
ELEITO
0.68%
916 VOTOS
 
22°
Genivan Vale 12580
1.48%
1,993 VOTOS
 
23°
Jorio Nogueira 55555
1.44%
1,941 VOTOS
 
24°
Tia Cicera 55222
1.36%
1,836 VOTOS
 
25°
Claudionor 51111
1.34%
1,812 VOTOS
 
26°
Wellington do Samu 35192
1.18%
1,593 VOTOS
 
27°
Benjamim Machado 22444
1.10%
1,477 VOTOS
 
28°
Lamarque 19777
1.09%
1,471 VOTOS
 
29°
Genildo da Barrinha 35222
1.01%
1,362 VOTOS
 
30°
Costinha 33000
0.99%
1,329 VOTOS
 
31°
Tomaz Neto 12666
0.98%
1,321 VOTOS
 
32°
Mimiu 20000
0.96%
1,290 VOTOS
 
33°
Daniel Gomes 55678
0.95%
1,281 VOTOS
 
34°
Soldado Jadson 77190
0.91%
1,222 VOTOS
 
35°
Naldo Feitosa 43777
0.89%
1,199 VOTOS
 
36°
Nacizio 22222
0.82%
1,107 VOTOS
 
37°
Chico da Prefeitura 11616
0.80%
1,081 VOTOS
 
38°
Alcivan Moura 55680
0.77%
1,036 VOTOS
 
39°
Celso Lanches 20400
0.74%
996 VOTOS
 
40°
Helito Honorato 19000
0.73%
981 VOTOS
 
41°
Omar Nogueira 22111
0.71%
954 VOTOS
 
42°
Gilson Cardoso 10123
0.70%
944 VOTOS
 
43°
Genario Marques 20100
0.70%
943 VOTOS
 
44°
Fabio Bento L. 55000
0.67%
904 VOTOS
 
45°
Gilberto Diogenes 13613
0.67%
899 VOTOS
 
46°
Adílio, O Filho de Pedro Jorge 31010
0.66%
887 VOTOS
 
47°
Luiz Carlos 13611
0.64%
866 VOTOS
 
48°
Gilvan Carlos 55554
0.63%
843 VOTOS
 
49°
Carlinhos Silveira 31633
0.61%
820 VOTOS
 
50°
Prof. Almir 10321
0.60%
811 VOTOS
 
51°
Nico Fernandes 33333
0.60%
807 VOTOS
 
52°
Bião 55556
0.58%
782 VOTOS
 
53°
Fernando Martins 55666
0.57%
772 VOTOS
 
54°
Chico do Sindicato 33999
0.56%
756 VOTOS
 
55°
Gerson Nobrega 10000
0.55%
740 VOTOS
 
56°
Tarcisinho Rosado 19222
0.54%
724 VOTOS
 
57°
Franciedo Barros 11112
0.48%
641 VOTOS
 
58°
Aldo Arrais 43123
0.47%
640 VOTOS
 
59°
Italo Mikael 11222
0.47%
635 VOTOS
 
60°
Adriana 33456
0.45%
612 VOTOS
 
61°
Aluisio Feitoza 12222
0.45%
603 VOTOS
 
62°
Pedro Eugênio 43555
0.44%
591 VOTOS
 
63°
Ugmar Nogueira 13333
0.44%
588 VOTOS
 
64°
Lindomar Bezerra 31555
0.43%
582 VOTOS
 
65°
Naelson Araújo 43456
0.43%
579 VOTOS
 
66°
Fabinho do Skininha 10999
0.42%
573 VOTOS
 
67°
Sonia do Bh 43222
0.42%
564 VOTOS
 
68°
Geovany 33444
0.41%
549 VOTOS
 
69°
Tonny da Master 10110
0.41%
547 VOTOS
 
70°
Joao Barrão 33700
0.40%
544 VOTOS
 
71°
Sargento Osnildo 31190
0.40%
539 VOTOS
 
72°
Marcondes Silva 55321
0.39%
523 VOTOS
 
73°
Sanrraio 31200
0.37%
502 VOTOS
 
74°
Marlucia 10220
0.36%
483 VOTOS
 
75°
Denilson dos Filois 33777
0.35%
467 VOTOS
 
76°
Rosinha da Maísa 33123
0.34%
462 VOTOS
 
77°
João Paulo 43444
0.34%
456 VOTOS
 
78°
Niô 31789
0.33%
450 VOTOS
 
79°
Adriano da Saude 10444
0.33%
450 VOTOS
 
80°
Bruninho 10100
0.33%
450 VOTOS
 
81°
Neto Vale 65131
0.32%
426 VOTOS
 
82°
Nilson Vianna 65444
0.31%
424 VOTOS
 
83°
Lazin 31321
0.31%
419 VOTOS
 
84°
Assunçao 65222
0.30%
411 VOTOS
 
85°
Professor Nando 55055
0.30%
410 VOTOS
 
86°
Ricardo Lima 43458
0.29%
393 VOTOS
 
87°
Átillas 10456
0.29%
390 VOTOS
 
88°
Mocinha de Barrocas 55200
0.28%
382 VOTOS
 
89°
Alano Linhares 31111
0.28%
374 VOTOS
 
90°
Roberto Barreto 23123
0.27%
370 VOTOS
 
91°
Paulo Fernandes 31567
0.27%
369 VOTOS
 
92°
Neguinho da Agua 10588
0.26%
354 VOTOS
 
93°
Investigador Ailson 10222
0.26%
344 VOTOS
 
94°
Raimundino Galego do Jucuri 40000
0.25%
339 VOTOS
 
95°
Carlos Nascimento 25555
0.25%
335 VOTOS
 
96°
Moura Gas 19444
0.24%
327 VOTOS
 
97°
Guto Firmino 43111
0.23%
315 VOTOS
 
98°
Jose Joaquim 43200
0.22%
303 VOTOS
 
99°
Fábio Trigueiro 31311
0.22%
297 VOTOS
 
100°
Mária Lima 10466
0.22%
293 VOTOS
 
101°
Gilberto Pedro 31456
0.22%
291 VOTOS
 
102°
Marcos Paulo 13113
0.22%
290 VOTOS
 
103°
Alex Guimaraes 33321
0.21%
285 VOTOS
 
104°
Juca de Baia 31444
0.21%
277 VOTOS
 
105°
Kinkin 43211
0.20%
275 VOTOS
 
106°
Fabricio das Tapiocas 11123
0.19%
259 VOTOS
 

MCJ

JBelmont

27Jun2015

Por Berlene às 15h10

Empresa recolhe banheiros químicos do Mossoró Cidade Junina por falta de pagamento 

 

 

O Mossoró Cidade Junina de 2015 realmente está marcado pela desorganização. O evento que já foi referência no país não pode continuar assim. 

Neste momento, a empresa Locaban recolhe os banheiros químicos do evento por falta de pagamento. 

Fotos: Leitores do Blog

Fotos da Festa de Helena e concluintes de Direito da UERN

JBelmont

24Maio2015

Por Berlene às 22h03

Fotos

JBelmont

22Maio2015

Por Berlene às 11h58

Menina de 18 anos se prepara para casar com seu próprio pai após dois anos de namoro

JBelmont

19Jan2015

Por Berlene às 01h04

 

Depois de 12 anos afastados, a jovem americana e seu pai se conheceram e passaram uma semana juntos - tempo suficiente para, segundo ela, se apaixonarem e terem a sua primeira relação sexual. Quase dois anos depois, eles planejam se casar e ter filhos biológicos


Na década de 80, Barbara Gonyo, fundadora de um grupo de apoio a crianças adotadas que tiveram a chance de conhecer os pais biológicos, cunhou o termo “Atração Sexual Genética” (GSA - sigla em inglês). Segundo ela, ele diz respeito aos intensos sentimentos amorosos e sexuais observados nas reuniões de reaproximação. Em entrevista ao The Guardian, contou que este sentimento tabu ocorre em 50% dos casos em que parentes afastados se reencontram na fase adulta. É exatamente esta a realidade vivida por uma garota americana de 18 anos.

Em entrevista à The New York Magazine, a jovem da região dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, deu todos os detalhes do relacionamento de dois anos com o seu pai biológico, que ela conheceu 12 anos depois de completo afastamento. Um relato bastante perturbador.

Os pais da menina se conheceram no colégio, aos 18 anos, e a conceberam na noite da festa de formatura. Eles tinham um relacionamento sério há seis meses, mas romperam durante a gravidez. “Eu acho que os problemas psicológicos da minha mãe contribuíram para que a relação não funcionasse. Ela sofre de bipolaridade e outros problemas mentais”, disse. “Eles não eram felizes e não mantiveram o contato depois do meu nascimento.”

Nos dois primeiros anos de vida, ela foi criada pelos avós por conta do descontrole da progenitora e teve um breve contato com seu pai entre os 3 e 5 anos de idade.Mas os encontros eram sempre conturbados e marcados por discussões do ex-casal. Logo, as visitas cessaram.

“Quando eu tinha uns 15 anos, ele escreveu para a minha mãe dizendo que gostaria de me ver. Eu disse que sentia falta dele e não me importaria em encontrá-lo. Ela me perguntou como eu poderia sentir saudades de alguém que eu mal conhecia, que eu não via há muito tempo. Mas a minha carência era de uma figura paterna.” Sua mãe sempre se relacionou com os caras errados e ela nunca conseguiu se sentir próxima dos padrastos.

Até que aos 17 anos, ela teve a chance de reencontrar o pai biológico. “Minha mãe era muito controladora. Ela tinha a senha do meu Facebook, desde a criação da conta. Um dia, depois de recuperar os meus privilégios de acessar a rede social, ele me adicionou como amigo. A princípio, pensei que fosse o meu avô, por causa do nome similar. Só depois me dei conta de que se tratava do meu pai. Eu disse que achava que ele estava morto e perguntei por que ele demorou para entrar em contato. Ele disse que sempre tentava me adicionar, mas eu sempre rejeitava o convite. Era a minha mãe controlando o meu perfil.”

O contato seguiu via internet e eles descobriram vários gostos em comum. Se encontraram uma semana depois. Passaram o dia todo abraçados. “Descobrimos que somos muito parecidos.” Foi aí que a menina pediu para passar uma semana com ele, que vivia há 30 minutos de distância da sua casa. “Acho que minha mãe sabia que eu iria me mudar. Chegamos a um ponto onde eu precisava escapar, ela era muito controladora.”

Os dois passaram cinco dias juntos. “Ele estava morando com a namorada. Na primeira noite, dormiu no sofá e eu no chão, só para ter a certeza de que estava tudo bem. Dormir em lugares diferentes me deixava ansiosa e eu pedi para que ele ficasse comigo, caso eu tivesse pesadelo durante a noite. Na segunda noite, ele dormiu no sofá novamente. E no terceiro dia, eu me vi dormindo com ele no chão, deitada em seu peito, nos braços. A quarta noite passamos no chão de novo. Desta vez, nós realmente nos abraçamos. Quando acordamos, estávamos de conchinha. Eu não soube disso na hora, mas depois que nos declaramos, ele confessou ter tido uma ejaculação. [Não senti nada]. Eu estava dormindo e ele foi discretamente ao banheiro.”

Na noite seguinte, enquanto brincavam de lutinha, antes de se deitarem, ela o mordeu. “Eu pude vê-lo arrepiado dos dedos dos pés aos ombros. Em seguida, ele beliscou minha coxa e eu me arrepiei toda. Paramos e dissemos que não sabíamos o que estava acontecendo, mas admitimos que sentíamos algo forte um pelo outro. Discutimos se isso era certo e nos beijamos. Depois, fizemos amor pela primeira vez. Foi quando eu perdi a virgindade.”


Ela nunca teve vida social, namorou um garoto durante dois anos, mas foi traída. Em seguida, se relacionou com uma garota, mas ela era muito religiosa e o namoro não vingou.

“Há uma razão para eu ter perdido a virgindade com ele - eu nunca me senti confortável com outro homem. Foi incrivelmente sensual. Nós dois tivermos orgasmos”, relatou. E disse que em nenhum momento foi coagida ou sentiu estranheza. “Foi natural. Não foi um tabu. Senti como se estivesse fazendo amor com um homem com que eu estava junto há anos.”

Em depoimento, ela confirmou que eles se sentiram completamente apaixonados, sentimento que causou o fim do namoro do pai, na época. A mãe e a família materna os veem como pai e filha; já a família paterna os aceitam como um casal e “estão ansiosos para que tenhamos filhos”.

Quase dois anos depois do início do relacionamento, eles planejam se casar. “Quero um casamento completo, mas não legalmente registrado. Não acredito que um pedaço de papel prove que você deseja ficar com a pessoa que ama.” Para isso, pretendem se mudar para New Jersey, onde podem se sentir seguros perante a lei. “O incesto entre adultos não é considerado ilegal por lá. E assim que estivermos lá, vou contar a todo mundo.”

O desejo do casal é também ter filhos biológicos. Eles não temem risco algum. “Eu não correria o risco de ter um filho, se eu soubesse que seria prejudicial. Eu pesquisei sobre isso. Todo mundo pensa que as crianças nascidas em relações incestuosas, certamente, terão problemas genéticos, mas isso não é verdade. Isso acontece quando há anos de consanguinidade, como com a família real.”

Mas ela garante que, às vezes, o procura como filha. “Quando eu preciso do meu pai, eu digo, ‘Ei, pai, preciso de você’. E nessa hora, ele não é meu noivo ou namorado, mas meu pai.”

Hoje, ela está com 18 anos e ele com 37, mas garantem que a diferença de idade não faz a menor diferença. “Eu nunca me senti dessa forma com ninguém.”

Quanto aos julgamentos, ela diz: “Eu não entendo por que estou sendo julgada por ser feliz. Somos dois adultos que salvaram um ao outro. As pessoas precisam pesquisar mais sobre incesto e GSA, porque eles não sabem do que se trata e não entendem como acontece. Quando você tem 18 anos, você sabe o que quer. Você é adulto diante da lei. Eu posso cuidar de mim mesma. Não preciso se proteção. Se eu estivesse em uma situação da qual eu tivesse que sair, eu sairia. Não tenho medo de me defender.”


Marie Claire

ROSY DE SOUSA

JBelmont

22Dez2014

Por Berlene às 23h14

Rosy de Sousa toma posse como Deputada Federal

Rosy de Sousa, deputada federal pelo PV (Foto: Reprodução/Twitter)

 

Diante de um plenário vazio, a Câmara dos Deputados empossou nesta segunda-feira (22/12) a deputada federal no último dia de trabalho antes do início do recesso parlamentar. A nova deputada pelo PV, a administradora de empresas Rosy de Sousa, será deputada por 41 dias, com direito a receber no período cerca de R$ 35 mil em salários, além de verba para nomeação de assessores para o gabinete, auxílio-moradia e recursos para despesas com passagens, telefone, consultoria, transporte e auxílio alimentação.

Oficialmente, o Congresso realiza hoje sua última sessão legislativa, mesmo sem ter aprovado até o momento o Orçamento de 2015, uma das exigências para os parlamentares entrarem em férias. A Casa Legislativa só retornará aos trabalhos em fevereiro, já com a nova composição da Câmara e de parte do Senado.

A nova deputada assumiu a cadeira aberta pelo seu colega de partido Paulo Vagner, aposentado por invalidez com salário integral de R$ 26.723,13 até morrer. No rápido discurso de posse, Rosy de Sousa destacou a coincidência de assumir o mandato exatamente 16 anos depois que seu pai, Carlos Alberto (PSDB-PV), morreu sem completar o mandato de deputado federal.

A parlamentar – que não concorreu a cargo eletivo em outubro – afirmou que pretende aproveitar sua passagem pela Câmara para fazer pedidos em defesa de portadores de necessidades especiais. Ela disse que quer apresentar sugestões de projetos nessa área para serem encampados por colegas do partido na próxima legislatura.

Agência Estado