Aécio diz que candidatura de Huck significaria “falência da política”

JBelmont

12Nov2017

Por Belmont às 20h23

Depois de posar em fotos ao lado do apresentador de TV Luciano Huck durante a campanha presidencial de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse neste fim de semana que uma eventual candidatura de Huck à presidência da República representaria a “falência da política”. A declaração foi dada no sábado (11), quando o tucano participou da convenção estadual tucana em Minas Gerais. “Acho que é um pouco da falência da política, é um pouco do momento de desgaste generalizado pelo qual passa a política. O Luciano é um sujeito muito capaz, inteligente, mas agora é preciso conhecer o que ele pensa sobre as mais variadas questões que demandam a posição de um homem público. O tempo é que vai dizer se ele está ou não preparado para esta missão”, disse o senador ao ser questionado sobre como via a candidatura do apresentador de TV.
 
 
 
Aécio já vinha fazendo queixas nos bastidores sobre uma eventual participação de Huck na disputa pelo Palácio do Planalto. Embora os dois tenham um histórico de amizade, incomodou o tucano o fato de o apresentador ter apagado de suas contas das redes sociais fotos em que os dois apareciam juntos. Ele disse a aliados que ficou chateado com a postura de Huck. Em conversas reservadas, ele fez avaliações de que apesar da popularidade, o apresentador teria dificuldades por não conhecer bem o funcionamento da política. As fotos foram apagadas depois de Aécio se tornar alvo da delação do grupo JBS. Em maio, veio à público uma gravação em que o senador pedia R$ 2 milhões ao empresário e delator Joesley Batista.
 
 
 

O líder tucano foi denunciado pelo Ministério Público sob a acusação da prática dos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça. O congressista nega ter cometido os delitos apontados pela Procuradoria. PROTAGONISMO Aécio estava adotando uma postura reservada desde que sofreu o segundo afastamento do mandado de senador pela Justiça, no fim de setembro. Na quinta-feira (9), contudo, ele voltou a ter destaque na cena política ao destituir o senador Tasso Jereissati (CE) da presidência interina do PSDB. Ele reassumiu o comando do partido apenas para indicar o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman para o lugar do cearense. No sábado, ele rebateu as críticas de Tasso, de que ele apoia o “fisiologismo do governo”, e disse que o mesmo termo não foi apontado quando cogitou indicar o nome do senador cearense para uma das pastas do governo de Michel Temer. Ele disse ainda que o PSDB precisa sair do governo “pela porta da frente”.

 
 
Folhapress
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